Os riscos do Aborto + farmacológico (induzido por medicamentos e sem intervenção cirúrgica) e associação entre essa prática e o aumento dos partos prematuros vão estar em destaque, hoje, em Lisboa, durante uma reunião científica que pretende alertar para os danos, físicos e psicológicos, que podem decorrer da Interrupção voluntária da gravidez + (IVG + ).No Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana - organizado pela Associação das Mulheres em Acção (movimento pró-vida) - vão ser apresentados vários estudos sobre o impacto do aborto na saúde da mulher, tanto em termos físicos como emocionais, que corroboram alguns dos argumentos dos que lutaram contra a despenalização da IVG.
Os riscos associados ao aborto medicamentoso vão ser enfatizados por Margarida Castel-Branco, que lamenta que "na altura mais crítica, a mulher seja deixada sozinha e sem ter a informação necessária que lhe permita avaliar se o processo está a decorrer normalmente ou se há algum risco". Hemorragias abundantes, dores fortes, infecções e Alergia + s devido aos fármacos são algumas das consequências que podem decorrer do aborto farmacológico, segundo a docente da Faculdade de Farmácia de Coimbra.
"Mais seguro e menos invasivo" do que o aborto cirúrgico é como Jorge Branco, director da Maternidade Alfredo da Costa + (Lisboa), classifica a IVG induzida por medicamentos. Mais de 60% dos abortos praticados em Portugal são farmacológicos e o número só não é superior porque os que são praticados na Clínica dos Arcos são quase exclusivamente cirúrgicos, explica o coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva.
Outro estudo que vai ser apresentado no encontro de hoje - também passível de controvérsia - associa a IVG ao aumento dos partos prematuros. De acordo com uma pesquisa de Byron Calhoun, o aborto induzido aumentou 31% a taxa de partos prematuros nos EUA, com um custo de 1,2 biliões de dólares por ano. O especialista defende um melhor aconselhamento das mulheres, antes da prática da IVG, uma vez que podem vir a sofrer de "traumas, infecções pós-parto ou complicações intra-uterinas, não esquecendo o fardo psicológico que, por vezes, leva ao abuso de Álcool + e outras substâncias".
Fonte: Jornal de Notícias