MAIS SAÚDE - Informações actualizadas - Trabalhos de investigação - Guias de saúde - Calendário de eventos
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ALEITAMENTO MATERNO PROTEGE VIDAS

O aumento das taxas de aleitamento materno evitará 13 por cento das mortes de crianças com menos de cinco anos nos países em desenvolvimento, contribuindo assim para a redução da Mortalidade infantil + , segundo um relatório da Unicef divulgado ontem.
Entre 1996 e 2000, as taxas de aleitamento materno imediato e exclusivo aumentaram em muitos países, tendo mesmo crescido 20 por cento em sete países da África Subsariana. Em 28 países, mais de 50% das crianças são alimentadas só por Leite materno + nos primeiros seis meses de vida.
O documento, intitulado "Progress for Children", foi lançado na véspera da Sessão Especial da Assembleia-Geral das Nações Unidas sobre as crianças.
Na sequência do anúncio recente de que em 2006 o número de crianças que morreram antes de completarem cinco anos se situou abaixo dos 10 milhões pela primeira vez na história recente, o relatório dá agora dados sobre as medidas que conduzem a reduções na mortalidade infantil.
Apesar deste progresso, 27 mil menores de cinco anos ainda continuam a morrer por dia devido a causas evitáveis, um número que a Unicef considera inaceitável. O aumento do aleitamento materno é uma das medidas que, segundo o documento, permite evitar pelo menos 13 por cento de todas as mortes de menores de cinco anos nos países em desenvolvimento.
O relatório indica ainda que o aumento do acesso a água potável e a medicamentos são outras das medidas que contribuem para a redução das taxas de mortalidade infantil.
Segundo o documento, entre 1990 e 2004 mais de 1,2 mil milhões de pessoas passaram a ter acesso a água potável, enquanto o acesso a medicamentos Anti-retrovirais + que reduzem o risco de transmissão do VIH/Sida + de mãe para filho aumentou, entre 2004 e 2005, de sete para 11 por cento nos países de baixo e médio rendimento.
Fonte: Jornal de Notícias