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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

MÉDICOS E ENFERMEIROS QUEREM QUALIDADE

Ordem para dignificar médicos e enfermeiros
Os processos eleitorais da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros envolvem cerca de 2.350 profissionais, e têm aspectos comuns, nomeadamente nos que se refere à dignificação dos seus agentes e a necessidade de ser intensificada a formação contínua. As listas concorrentes ao Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Médicos, lideradas por Pedro Ramos e por José França, prometem uma disputa renhida entre os cerca de 550 profissionais.
De um lado, Pedro Ramos defensor de um novo modelo de saúde, que adapta à Região a vertente privada, experimentada com algum sucesso ao nível nacional e José França, actual presidente da assembleia geral do organismo representativo dos médicos, que aposta na “continuidade da experiência” na Ordem.
Inerente às duas candidaturas estão aspectos que, de forma geral preocupam todos os médicos, nomeadamente no que respeita à dignificação da actividade profissional e à formação contínua. Há poucos dias, aquando do anúncio de que estaria na forja uma alteração ao Código Deontológico exigido pelo Governo da República, os dois candidatos colocaram-se ao lado do bastonário, Pedro Nunes.
Pedro Ramos e José França afirmaram então que o Governo não pode, nem deve imiscuir-se nesta questão. Pedro Ramos defendeu a este propósito que “nenhum código deontológico e nenhuma instituição deve ser alterado, principalmente por agentes externos a essa instituição”. José França, por seu turno, realçou que não só o Governo não se pode intrometer nesta matéria, como não tem o direito de fazer ultimatos, classificando como “ditatorial” a atitude do ministro da Saúde.
Menos concorrida, está a corrida à Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros com apenas uma lista apresentada pelo actual responsável, Élvio Jesus.
A linha programática da candidatura do enfermeiro centra-se na prossecução do trabalho desenvolvido, que de certa forma, agradou a maioria dos profissionais do sector.
Élvio Jesus avança com uma equipa renovada predisposta a dignificar a actividade dos enfermeiros e a contribuir para a melhoria da saúde na Madeira.
O candidato aposta ainda na formação contínua dos enfermeiros e garante que, melhores profissionais, representam igualmente uma melhoria substancial na prestação dos cuidados de saúde na Região.
Eleição para a Ordem dos Enfermeiros decorre quinta-feira com lista única na Madeira
Melhor saúde com os enfermeiros
Élvio Jesus, candidato único e actual responsável pela secção regional da Madeira da Ordem dos Enfermeiros para o quadriénio 2008/11, aposta num trabalho de continuidade em prol da dignificação da actividade de enfermagem, renovando a sua equipa em cerca de 50 por cento.
A par do objectivo de candidatura, às eleições da próxima quinta-feira, Élvio Jesus aponta como metas para um novo mandato, “o reforço da formação contínua no desenvolvimento das competências dos enfermeiros e o acompanhamento mais próximo do exercício profissional dos enfermeiros, sejam dos hospitais, centros de saúde, lares de terceira idade ou dos privados”.
Este responsável não tem dúvidas de que “se os enfermeiros tiverem boas condições de trabalho e estiverem motivados, é a população que vai ganhar com isso”.
A este propósito, Élvio Jesus realça o facto dos ganhos em saúde serem muito sensíveis aos “ambientes pró-activos, de formação e integração dos enfermeiros”.
A Região dispõe aproximadamente de 1.800 enfermeiros, estando ainda inscritos na Ordem, cerca de 70 enfermeiros aposentados. “Este é um rácio de enfermeiros por mil habitantes, que coloca a Região em segundo lugar, a seguir a Coimbra”, sublinha Élvio Jesus. “Isto não quer dizer que as carências não existam. Há enfermeiros com recurso a trabalho extraordinário que de certa maneira traduz essas necessidades. A Região necessita ainda de 800 profissionais, mas assegura através das duas escolas a continuidade da actividade”.
Pedro Ramos está preocupado com as carreiras médicas e formação contínua
Novo modelo de saúde defendido
O candidato à presidência do Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Médicos, Pedro Ramos, defende uma alteração ao modelo de saúde em vigor na Região.
O candidato entende que uma das soluções passa pela aplicação do modelo privado na Região Autónoma. “Vai ser uma alternativa dentro de pouco tempo em relação ao modelo público, porque o modelo convencional neste momento, provavelmente estará esgotado e temos de pensar em alterá-lo, de acordo com algumas características que são próprias do Sistema Regional de Saúde”, realçou Pedro Ramos.
Para o candidato que se manifesta preocupado com a questão das carreiras médica e da formação contínua, as experiências vividas nos últimos anos ao nível nacional, no que respeita à prestação de serviços de saúde privados “com um modelo de gestão completamente diferente e com sucesso”, permitem encarar o futuro com optimismo.
José França traça objectivos da sua candidatura
Formação contínua e independência dos médicos na Região
José França, cirurgião vascular, candidato à presidência do Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Médicos, aposta na sua experiência enquanto presidente da assembleia geral do organismo representativo dos médicos.
“Representar bem os médicos, sem utopias ou megalomanias, para que os utentes sejam os principais beneficiários”, é o objectivo principal da candidatura de José França.
Na óptica do médico, esta candidatura “não é de continuidade”, isto apesar de algumas pessoas que compõem a lista, transitarem dos órgãos directivos anterior. “Diria que se trata de uma candidatura de experiência. Temos as nossas ideias e um projecto completamente diferente que visa acima de tudo dignificar os cerca de 550 médicos da Região”, realçou José França.
O médico estabelece a formação contínua como o principal objectivo a alcançar, no caso de ser o vencedor das eleições de amanhã, na Região. “Estamos numa ilha, a 900 kms de Lisboa e isso torna mais difícil a actualização dos conhecimentos, daí a necessidade de colocar a questão da formação médica como a prioridade da nossa acção”, apontou.
É pretensão da candidatura de José França ao Conselho Distrital da Ordem dos Médicos, colaborar activamente na revisão das carreiras médicas e proceder ainda à revisão da Convenção com a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais.
“Quando refiro que é necessário rever a Convenção, não pretendo falar do preço das consultas, mas sim de um documento que não é alterado desde a sua criação há vários anos”, esclarece o médico.
“É que entretanto foram surgindo novas especialidades, novos exames complementares de diagnóstico, daí que tenhamos alguns aspectos a rever, tendo como objectivo dignificar o médico, mas a pensar, obviamente, no doente”.
Para este candidato, a actual direcção presidida por França Gomes merece da sua parte as melhores referências. “Acho que as coisas funcionaram muito bem e espero poder manter esses níveis de qualidade”, diagnosticou o candidato.
Quando questionado acerca das razões pessoais que levaram à sua candidatura à direcção do Conselho Distrital da Ordem dos Médicos, José França foi peremptório: “Acima de tudo a independência dos médicos, em relação a tudo. Não somos contra nada, nem contra ninguém. Se formos independentes, de certeza que vamos representar bem todos os médicos da Região”.
Fonte: JM