Dois madeirenses estão a fazer mestrado em Entomologia (estudo de insectos), em colaboração com o Instituto de Medicina Tropical. O objectivo é ter na RAM, a tempo inteiro, mais especialistas naquela área. Segundo o secretário regional dos Assuntos Sociais, Jardim Ramos + , o seu mestrado é «uma mais valia para definir o Plano de Combate aos Mosquitos».Um dos especialistas é licenciado em Biologia e o outro em Engenharia Sanitária, sendo que o seu mestrado em Entomologia permite responder às novas alterações, com a “entrada” na RAM de novas espécies, como é o caso do mosquito “Aedes Aegypti + ”.
Em declarações ao JM, o secretário regional dos Assuntos Sociais refairma os balanços anteriormente feitos: «A Madeira e o Continente vão unir esforços, articulados com os países da bacia mediterrânica, para limitar os efeitos provocados pelo aparecimento de Mosquitos + oriundos de regiões tropicais, no âmbito do Programa Nacional de Vigilância do Mosquito, que por sua vez, integra o Programa Europeu, criado com o mesmo objectivo».
«As doenças virais, nomeadamente as transmitidas pelos mosquitos têm merecido uma atenção especial dos investigadores, face ao receio de reaparecimento na Europa de doenças como a Malária + e o Dengue + » — realça.
O governante reitera que «uma vez instalado, a erradicação do Aedes Aegypti, espécie que há cerca de dois anos surgiu na Região é difícil, porque os ovos são altamente resistentes e eclodem quando as condições de Humidade + e temperatura são favoráveis». Porém, «o Aedes Aegypti é uma espécie que não possui um grande raio de acção geográfica».
Jardim Ramos realça que «a Direcção Regional de Saúde Pública em cooperação com a Câmara Municipal do Funchal + , tem vindo a desenvolver um programa de desinfestação, através de acordo celebrado com a empresa Extermínio».
Mas, «porque a sua erradicação é difícil», impõe-se «a necessidade da aplicação de medidas de prevenção que têm vindo a ser divulgadas, tais como o uso de replente, redes mosquiteiras e evitar pequenos reservatórios de água, que são locais privilegiados de proliferação».
O secretário regional dos Assuntos Sociais acrescenta que, «a este nível, é fundamental que cada cidadão procure assegurar o papel de agente e vigilante». «Importa salientar, que todas estas acções no terreno têm sido acompanhadas pelo Instituto de Medicina Tropical» — complementou.
Miguel Angelo
Fonte: Jornal da Madeira