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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

MOSQUITO MENOS ACTIVO

As frentes de combate ao mosquito “aedes aegipty”, seguindo todas as determinações científicas, está a dar resultar práticos na redução de queixas da população. Maurício Melim + , responsável pela Saúde Pública, destaca que só com a monitorização constante da espécie, a sensibilização junto da população e a desinfestação química nas zonas problemáticas permite atingir bons resultados.
O director regional de Saúde Pública, Maurício Melim confirmou ontem que o programa de combate ao mosquito, em execução desde 2005, está a resultar numa diminuição de queixas por parte da população do Funchal.
“A percepção que temos é que, neste momento, as manifestações têm sido em menor número, sobretudo devido às medidas aplicadas, aliada a uma mudança no estado do tempo a partir de Novembro”, realçou Maurício Melim.
Convicto de que todo o esforço dispendido na aplicação do programa de desinfestação, desde o contacto com as pessoas residentes nas áreas de maior intervenção, até à execução da componente química, estão a contribuir para que os efeitos sejam reduzidos.
A expectativa, segundo Maurício Melim, prende-se com o que vai acontecer no próximo ano. “O trabalho está a dar resultado, mas temos ainda de aguardar para o próximo ano. Temos de actuar agora, mas só em 2008 poderemos ver os resultados”.
Na óptica do responsável pela Saúde Pública os residentes das áreas de maior incidência do “aedes aegipty”, nomeadamente Santa Luzia e Santa Maria Maior estão mais sensibilizados para as medidas que devem tomar para evitar a reprodução da espécie.
Para Maurício Melim este é um processo cuja complexidade exige um trabalho permanente, exigindo uma acção constante quer na componente física, de sensibilização junto da população, quer na componente química de desinfestação.
“Não se pode baixar os braços e devemos ter presente que esta é uma situação que tem alguma complexidade, mesmo sabendo que temos feito tudo aquilo que cientificamente está determinado, e que é reconhecido como as medidas que têm de ser levadas ao terreno”, reforçou o director de Saúde Pública.
Tal como referiu “ainda há pessoas que não colaboram”, mas que não representam a maioria que se apresenta cada vez mais sensibilizada para o problema.
Maurício Melim garante que o mosquito continua circunscrito ao Funchal, no entanto, e sem excluir qualquer possibilidade de expansão, reitera que “até agora isso não se verificou”.
Fonte: JM