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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

É PRECISO CONTINUAR A LUTAR PELA CONVENÇÃO

O ainda presidente do Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Médicos + considera que a luta pela continuidade da Convenção com o Governo Regional + deve ser uma das prioridades dos novos corpos directivos. Caso esta terminasse, França Gomes diz que seria mau para a medicina privada.
O presidente cessante do Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Médicos (OM) afirma que um dos objectivos primordiais das equipas que se seguirão ao longo dos próximos anos terá de ser a luta pela continuidade da Convenção entre o Governo Regional e a OM.
Em dia de eleições para os corpos gerentes deste órgão, França Gomes diz que a Convenção «é a menina dos olhos do Governo Regional e da sua política de apoio directo às populações» e que é um factor de equilíbrio e de parceria de uma coexistência entre a medicina privada e a pública, o qual «deve ser acarinhado por uma Região pequena e limitada como a nossa». O responsável critica o facto de haver uma lista concorrente às eleições na Madeira que afirmou pretender acabar com a Convenção e disse que se tal acontecesse «se fechariam muitos consultórios e se encheriam os serviços públicos com listas de doentes», já que as pessoas deixariam de receber a comparticipação das consultas médicas privadas e não teriam dinheiro para recorrer à medicina privada. Por isso, sublinhou que «a Convenção é um factor que tem de estar sempre omnipresente nas gerações das Ordens dos Médicos aqui na Madeira».
Por outro lado, disse que os próximos responsáveis, quer ao nível nacional, quer regional, terão de confrontar-se com uma «política ministerial desumana», que «quer mudar princípios éticos com uma falta de senso». Aliás, quanto à eventual existência de um novo
Código Deontológico + , foi peremptório ao dizer que «a Organização Médica Mundial é muito clara» e deixou no ar a questão: «Quem somos nós portugueses para agora virmos dizer que temos um ministro que quer mudar o Código Ético dos médicos, quando todo o mundo pensa de uma maneira contrária à sua?» E respondeu, afirmando que «isso só tem a ver com a falta de categoria e com a falta de classe e de estaleca da grande maioria dos nossos ministros e do nosso Governo».
As alterações legislativas implementadas pelo Governo também são preocupantes, designadamente as empresarializações hospitalares, que poderão pôr em causa as carreiras médicas, sistema que «o ministro está apostado em destruir».

Fonte: JM