O Estado poupou cerca de 396 milhões de euros na Saúde desde 2005 com as medidas de contenção implementadas desde o início do Governo de José Sócrates, o que representa 0,2 por cento do Produto Interno Bruto. Os números foram apresentados ontem na divulgação dos dados actualizados do Programa de Estabilidade e Crescimento + (PEC).Fonte do Ministério da Saúde explicou ao CM que, “se desde 2005, quando o Governo tomou posse, não tivessem sido tomadas medidas nenhumas, o Estado teria gasto mais 396 milhões”, isto porque, acrescenta a mesma fonte, “a despesa tem de crescer de forma sustentada, daí a adopção destas medidas.”
Entre alguns dos cortes que permitiram reduzir o peso da Saúde nas contas do Estado estão “a revisão da comparticipação de medicamentos, o estabelecimento de um tecto máximo para a compra de material terapêutico e clínico” e a revisão das convenções celebradas com o Serviço Nacional de Saúde + (SNS), a somar à criação de 10 novas instituições para “dar continuidade ao processo de transformação dos hospitais pertencentes ao sector público administrativo em entidades públicas empresariais.”
A introdução de novos medicamentos no SNS passou a ter um controlo mais apertado, cabendo ao Infarmed + confrontar o “valor terapêutico” com a “vantagem económica” de outros tratamentos. Fonte do ministério afirmou não ter conhecimento de outras medidas de contenção a adoptar nos próximos anos.
Diana Ramos
Diana Ramos
Fonte: Correio da Manhã