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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

COLO ÚTERO: PRIMEIRO ESTUDO «INDEPENDENTE» TEM 3 MESES

O ministro da Saúde afirmou hoje que a decisão política sobre a vacina contra o vírus que provoca o cancro do colo do útero só foi possível agora porque o primeiro estudo «completamente independente» surgiu há três meses.
Em declarações à rádio TSF, Correia de Campos disse que uma decisão anterior sobre este assunto teria sido «irreflectida» e explicou estar agora a aguardar o relatório técnico de vacinação da Direcção-Geral de Saúde sobre as faixas etárias a vacinar.
«A decisão política tem vindo a ser consolidada, estamos a trabalhar neste assunto há vários meses, a acompanhar o que se passa lá fora e a recolher dados nacionais e esperámos que surgisse a segunda vacina [à venda desde Outubro]. Há um tempo de maturação natural nesta decisão que também tem implicações financeiras reconhecidamente elevadas», lembrou.
Na semana passada, em sede de comissão parlamentar, o deputado socialista Manuel Pizarro garantia que uma decisão sobre uma eventual comparticipação ou integração da vacina no Plano Nacional de vacinação estaria dependente de uma base científica, lembrando que o relatório da DGS seria entregue no final do mês.
O governante referiu que a vacinação de um único grupo etário custará 15 milhões de euros por ano.
«Se por hipótese a administração da vacina for iniciada no grupo de jovens de 12 anos, o que significa 50 mil raparigas, isso custa cerca de 15 milhões de euros só em relação a custos directos com as vacinas. No ano seguinte, vacinando as raparigas de 12 e as de 14 anos e no outro ano alargando a faixa entre os 12 e os 16 anos, há um novo acréscimo de 30 milhões de euros», precisou.
A inclusão da vacina contra o vírus Papiloma Humano (HPV) foi anunciada terça-feira pelo primeiro-ministro, José Sócrates, durante o primeiro debate do Orçamento de Estado para 2008.
«Respeitando a decisão técnica, quero desde já garantir que o Governo incluirá a partir do próximo ano, no Plano Nacional de Vacinação, esta vacina [contra o cancro do colo do útero], assegurando que o acesso não depende das condições económicas das respectivas famílias», disse.
O ministro da Saúde anunciou que, «provavelmente» em Dezembro, poderá lançar o concurso público para a compra da vacina que passará a ser introduzida no PNV.
Fonte: Diário Digital / Lusa