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terça-feira, 28 de abril de 2009

O QUE SABE SOBRE AS SUAS VEIAS?



Mariana Cabral



A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular pretende consciencializar a população portuguesa sobre a Doença Venosa Crónica (DVC), vulgarmente conhecida como varizes e derrames. Através da implementação de um questionário de auto-avaliação (CIVIQ - Chronic Insufficiency Questionnaire) em Centros de Saúde de todo o país, a partir de 27 de Abril, avalia-se o impacto da doença na população portuguesa, uma iniciativa pioneira na área venosa que vai auxiliar o médico no diagnóstico dos doentes.






Segundo o Professor Armando Mansilha, secretário-geral da SPACV, "esta acção inédita torna-se indispensável num país onde a DVC afecta muitos homens e mulheres, estimando-se que atinja 2 milhões de portuguesas, e que só ¼ destas esteja a ser tratada. O objectivo primordial é fazer um diagnóstico da situação e despertar a consciência da população para a necessidade de tratamento da DVC."




Em Portugal, à semelhança do que acontece em outros países, a DVC está sub-diagnosticada e subestimada, o que se traduz em graves repercussões sociais e económicas. O facto da maior parte da população portuguesa desconhecer os sintomas e sinais subjacentes à doença e desvalorizar as consequências da mesma, encarando-a unicamente do ponto de vista estético e ignorando as complicações, tornam a implementação do questionário efectivamente importante.





A Doença Venosa Crónica, que se define como a dilatação das veias e consequente deformação, devido à estagnação do sangue, acarreta desconfortos a nível das pernas, designadamente dores nos tornozelos e pernas, que se traduzem em dificuldade em dormir e dificuldade em efectuar as tarefas/actividades quotidianas, tais como subir escadas, ajoelhar-se, caminhar depressa, entre outras. Com a evolução da doença aparecem complicações graves como alterações cutâneas e a úlcera de perna.





O excesso de peso (muitas vezes provocado pelo sedentarismo), o tabaco, o álcool, a idade, o stress físico e psíquico, a hipertensão arterial, a gravidez, os contraceptivos orais, entre outros, são os principais factores de risco para o agravamento da doença venosa.










Fonte: Grupo GCI